Em destaque

Dica Prática: Chegando ao principal aeroporto de NY – JFK

Foto de capa: unsplash-logoColton Duke

Fomos em dezembro de 2017 para Nova York. Quem quiser saber um pouco dos programas que realizamos por lá, leiam: E se a gente fosse passar o Natal em NY?

Ao contrário da Inglaterra, os Estados Unidos ainda exigem visto dos brasileiros. Portanto, antes de qualquer coisa, garanta seu visto no consulado americano no Brasil. O visto é só um dos itens para sua entrada nos Estados Unidos – ainda existe a entrevista com o agente da imigração.

Aqui no Brasil, a coisa funciona da mesma forma: o visto que fornecemos para estrangeiros não garante a entrada em nosso país. O estrangeiro também precisa passar pela entrevista na alfândega brasileira.

A ideia aqui é mostrar o passo a passo, da saída do avião até chegar na frente do agente de imigração. Entendemos que, sabendo todos os detalhes do que vai acontecer e como vai ser ANTES de chegar ao agente de imigração, você terá muito mais tranquilidade para entender um pouco do que o agente fala, ou até mesmo calma para pedir um tradutor para que você consiga se explicar. A grande vantagem aqui é que sempre tem algum funcionário que fala espanhol, e por mais que não saibamos a língua, entre espanhol e inglês, fica mais fácil entender o espanhol.

O aeroporto internacional Jonh F. Kennedy (JFK) é uma das principais portas de entrada dos Estados Unidos. É o 6º maior nos Estados Unidos, e o 22º no mundo, em número de passageiros (2017). Foram 59 milhões de pessoas, sendo 32,5 milhões de passageiros internacionais em 2017. São OITO terminais espalhados por 4930 acres (quase 20 km²), 80 companhias aéreas, 155 destinos diretos e 37 mil pessoas trabalhando no JFK.

mapa aeroporto JFK NY

Ele é administrado pela “Port Authority of New York & New Jersey” (Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey).

Agora que já temos uma ideia do tamanho do aeroporto, vamos ao passo a passo do avião ao agente de imigração.

Assim que descer do avião, você deve procurar placas que indicam “Passport Control” (Controle de Passaporte). Aqui vale sempre a máxima: vá ao banheiro antes de entrar na fila. Você deverá entrar na fila de “Visitors” (Visitantes), ou na fila indicada pelo agente de imigração.

Assim como na Inglaterra, temos que preencher um cartão semelhante ao Landing Card inglês. Nos Estados Unidos, o documento recebe o nome de “CBP Declaration Form 6059B” (Formulário de Declaração da CBP 605B), onde se vê escrito “Customs Declaration” (Declaração Alfandegária) logo após o cabeçalho do U.S. CBP, e que funciona de forma semelhante ao Landing card.

U.S. CBP – U.S. Customs and Border Protection (Alfândega e Proteção de Fronteira dos Estados Unidos)

No caso do formulário norte-americano, você deve receber um POR FAMÍLIA ainda dentro do avião. De novo, se não receber, pode retirar antes do controle de fronteira. Neste caso “família” é definido como todos os membros que moram na mesma residência e estão relacionados por sangue, casamento, relações domésticas ou adoção.

Em alguns aeroportos americanos (caso do JFK, do Chicago O’Hare e Orlando), implantou-se um sistema de triagem ANTES do oficial de imigração. São máquinas parecidas com caixas eletrônicos. Há vários funcionários indicando a fila em que você deve entrar e como utilizar o terminal. Nós brasileiros devemos procurar placas que indiquem “Non-U.S. Citizens” (Não Cidadãos Norte-americanos). Como estamos indo a turismo (visto B-2), temos acesso a esse sistema de triagem. Vistos B-1 e D também têm acesso ao sistema de triagem.

APC – Automated Passport Control (Controle de Passaporte Automatizado)

Esse sistema recebe o nome de APC (Automated Passport Control – Controle de Passaporte Automatizado). Aeroportos que possuem este sistema NÃO NECESSITAM DO PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO “CUSTOMS DECLARATION”. Você preencherá este formulário na própria máquina. Não é necessário nenhum tipo de cadastramento prévio. É só chegar na máquina, escolher o idioma (opções: inglês, espanhol, francês, italiano, coreano, holandês, alemão, chinês (Tradicional/Simplificado) e japonês – isso de acordo com o site oficial, mas nas fotos, o português também aparece como opção de idioma) e prosseguir de acordo com as instruções da tela. Você deverá escanear seu passaporte (em algum momento), posar para uma foto, responder às perguntas e escanear o passaporte das pessoas que viajam com você. Será emitido um recibo para cada passageiro, e neste recibo estará indicado para qual fila você deve prosseguir. Se estiver marcado um “X” gigantesco (corta de ponta a ponta), você deve ir para a fila normal. Se o seu papel saiu sem o “X”, você tem acesso a uma fila mais rápida. Em ambas as filas, você conversa com o agente de imigração.

O vídeo acima mostra os dois sistemas que agilizam o processo de entrada nos Estados Unidos:

  • APC: que nós turistas brasileiros temos acesso
  • Global Entry: sistema semelhante ao APC, disponível apenas para cidadãos de alguns países (nossos vizinhos argentinos, por exemplo, têm acesso) e que exige cadastramento prévio (é cobrada uma taxa de US$ 100 anuais para se manter cadastrado neste sistema). Também conta com benefícios extras em relação ao TSA (Transportation Security Administration – Administração de Segurança do Transporte).

Lembrete importante: quem não utilizar o sistema APC ainda precisa preencher o formulário.

Fomos em dezembro de 2017 e o pessoal estava bem perdido, por um motivo simples: pessoas da mesma família às vezes eram direcionadas para filas diferentes. Vi casos em que o pai e o filho foram direcionados para a fila normal e a mãe e filha direcionadas para a fila rápida. Lendo o fórum do TripAdvisor, parece que isso realmente pode acontecer. Aí, tinha gente que queria ficar esperando (e eram convidados a se direcionar para a fila, pois não pode ficar parado ali), e tinha gente que juntava todos os papéis e iam todos para a fila normal. Nós recebemos nosso “X” e fomos para a fila normal mesmo.

APC maquina aeroporto eua
Máquina que acelera o processo de entrada nos Estados Unidos: sistema APC (Automated Passport Control). Vejam que aparece “Português” como idioma disponível.

Fonte da foto: U.S. CBP

Apesar do preenchimento ser feito na máquina, para aqueles que viajam pela primeira vez ou têm alguma dificuldade com o inglês, segue abaixo o exemplo de como preencher o cartão e, consequentemente, como proceder diante das perguntas do terminal eletrônico, já que são praticamente as mesmas perguntas. Se você tiver preenchido o seu dentro do avião (mesmo no voo para o JFK em NY nos entregaram), basta entregar para o oficial de imigração na hora da entrevista (ele não vai usar pra nada, já que você já preencheu na máquina).

customs declaration formulario eua completo.png

Segue a tradução e exemplo de preenchimento em verde:

1 – Family name = sobrenome: SILVA

First (Given) = primeiro nome: JOÃO

Middle = nome do meio: ROBERTO

2 – Birth date = data de nascimento (neste exemplo, você nasceu em 25 de março de 1955)

month = mês (de nascimento no caso): 03

day = dia: 25

year = ano: 55

3 – Number of family members traveling with you = número de membros da família viajando com você (não incluir você na contagem): 2

4 – (a) US street adress (Hotel name / destination) = endereço nos Estados Unidos (nome do hotel / destino): The Carnegie hotel 160 W 56th St

(b) City = cidade: New York

(c) State = Estado: New York

5 – Passport issued by (country) = Passaporte emitido por (país): Brazil

6 – Passport number = número de passaporte: AB00001

7 – Country of residence = país de residência: Brazil

8 – Countries visited on this trip prior to U.S. arrival = países visitados nesta viagem antes da chegada aos Estados Unidos: se seu voo fez escala em algum país, coloque aqui o nome do país

9 – Airline /  flight no or vessel name = companhia aérea / número do voo ou nome do navio: TAM JJ8080

As respostas para as perguntas de 10 a 14 são um “X” que deve ser assinalado em “Yes” (sim) ou “No” (não) para cada questão.

10 – The primary purpose of this trip is business = O propósito primário desta viagem é negócios: marque “Yes” se estiver viajando a trabalho. Lembrando que para trabalhar/realizar negócios nos Estados Unidos é necessário documentação/visto específico.

11 – I am (We are) bringing = Eu estou (nós estamos) trazendo: (não esqueçam de checar as bolsas de seus familiares… hehehe)

(a) fruits, vegetables, plants, seeds, food, insects = frutas, vegetais, plantas, sementes, comida, insetos

(b) meats, animals, animal/wildlife products = carnes, animais, produtos de origem animal ou silvestre

(c) disease agents, cell cultures, snails = agentes causadores de doença, cultura celular, lesmas

(d) soil or have been on a farm/ranch/pasture = terra/solo ou esteve em uma fazenda, rancho ou pasto

12 – I have (We have) been in close proximity of livestock: (such as touching or handling) = Eu estive (nós estivemos) próximo(s) a gado (por exemplo, tocar ou lidar)

13 – I am (We are) carrying currency or monetary instruments over $10,000 U.S. or foreign equivalent: (see definition of monetary instruments on reverse) = Eu estou (Nós estamos) portando moeda ou instrumentos monetários que superam 10 mil dólares ou o equivalente em moeda estrangeira: (veja a definição de instrumentos monetários no verso)

Aqui neste caso, instrumentos monetários são definidos como: moedas, papel moeda, cheque de viagem (traveler checks), cheques administrativos, ações. Não é ilegal entrar com dinheiro nos Estados Unidos, mas se a soma for superior a 10 mil dólares por família, deve-se preencher um formulário específico.

Vale lembrar que são somados os valores de todos os membros da família em qualquer moeda (dólar, euro, real).

14 – I have (We have) commercial merchandise (articles for sale, samples used for soliciting orders, or goods that are not considered personal effects) = Eu tenho (Nós temos) mercadoria comercial (itens para venda, amostras para pedidos, ou bens que não são considerados de uso pessoal)

15 – VISITORS—the total value of all articles that will remain in the U.S., including commercial merchandise is: = VISITANTES – o valor total de todos os artigos que ficarão nos Estados Unidos, incluindo mercadoria comercial (escrever o valor em dólares, caso se aplique).

Parecem questões simples, mas em 2018 uma mulher foi multada em US$ 500 por ser pega com uma maçã em sua bolsa… a qual foi fornecida pela companhia aérea Delta durante o voo de Paris a Minneapolis. Veja o caso aqui.

Antes de responder “YES” (sim) às questões 11 e 12 do formulário, assista ao vídeo abaixo e acesse o site com a lista de produtos de origem animal e vegetal e respectivas regras.

Bom, preenchido o formulário na máquina de APC (considerando que você pousou no JFK), você será direcionado para a fila (normal ou rápida), e finalmente encontrará o agente da imigração, que fará algumas perguntas. Como o post já está bastante longo, vamos deixar essa entrevista para o próximo.

E se a gente fosse tomar um chá da tarde em Londres?

Fizemos uma pequena viagem à Inglaterra e passamos alguns dias em Londres. Por que não incrementar a experiência com algo tipicamente inglês?

O chá da tarde é algo extremamente difundido nos restaurantes e hotéis da cidade. Chamado de afternoon tea (não confundir com o high tea: chá tomado pelos trabalhadores sentados à mesa de jantar, em cadeiras com encosto, e mais reforçado em termos de comida, para substituir o jantar), foi introduzido por Anna, duquesa de Bedford, que costumava fazer um pequeno chá entre o almoço e o jantar. Por isso, o afternoon tea costuma ser feito entre 15 e 17 horas e consiste de pequenos sanduíches, scones e docinhos.

Portanto, apesar dos preços variáveis, o tradicional chá da tarde não deve sair deste cardápio: sanduíches feitos com pão de forma e recheios diversos, scones (pequeno bolinho de origem escocesa, com massa densa, podendo variar entre plain e fruit – sem e com frutas secas respectivamente) e docinhos (que variam em tamanho e apresentação). Além, obviamente, do chá e, em casos específicos, uma taça de champagne.

Há uma imensa variedade de afternoon teas por Londres. O vídeo abaixo mostra alguns bastante interessantes e que podem agradar a diferentes públicos.

Com a chegada do final do ano, também aumentam as opções de afternoon teas especiais. Como fomos no final de novembro, pudemos agendar um afternoon tea bastante especial: Festive afternoon tea no hotel Claridge’s.

 

Planejamento

Londres, assim como Nova York, especialmente nesta época do ano, não é para amadores. Há que se fazer uma reserva. Fui procurar uma reserva em meados de outubro, e só havia segundas-feiras disponíveis para todo o mês de novembro de 2017. E ainda assim, apenas alguns horários específicos, como o final do dia.

A reserva é feita através do próprio site do hotel (make a reservation), que usa a plataforma do OpenTable (um aplicativo bastante útil de reservas de restaurantes) para garantir a sua data e horário. É necessário colocar o cartão de crédito, apesar de nenhuma cobrança ser feita no ato da reserva.

 

72 horas antes da data, o hotel enviou um e-mail pedindo que eu confirmasse a reserva (então olho no e-mail para não ficar sem a sua mesa). Caso esse e-mail não seja respondido em até 24 horas antes do seu chá da tarde, o hotel tem o direito de cancelar a sua reserva.

Não recomendo não aparecer ou cancelar nas 24 horas anteriores ao chá da tarde: o hotel vai te cobrar o total da reserva efetuada (lembra do número do cartão de crédito que você deu?).

Eles toleram 15 minutos de atraso, e você pode desfrutar do seu chá da tarde por 2 horas (os garçons sabem bem como controlar esse tempo, então não precisam ficar preocupados).

IMG_4057

 

Roupa e etiqueta

Vou abrir esse tópico porque foi uma preocupação nossa quando agendamos este chá da tarde. Sempre vale a máxima do “ninguém paga as minhas contas”, mas quando estamos sendo visitas, acho que educação e respeito aos costumes do anfitrião é o mínimo que devemos oferecer.

O hotel já deixa bem claro o dress code do chá da tarde: esporte fino, sem shorts, coletes, jeans rasgados, roupas esportivas, chinelos e bonés. Em nossa visita, vimos de tudo, mas basicamente uma roupa de trabalho daquelas de escritório clássico com um toque mais arrumado já são suficientes para se camuflar no salão. Os homens usavam paletó, camisa e calça social (sem gravata).

Em relação à etiqueta, também vimos de tudo. O hotel Claridge’s deixa claro nas regras e no cardápio que se evite tirar fotos com flash e fotos intrusivas, para preservar a privacidade dos hóspedes. Algumas mesas respeitavam isso e outras não. Muitas mesas estavam lá pelo mesmo motivo que nós – registrar esta experiência – e não se acanhavam de pedir para o garçom tirar a foto. Mas, verdade seja dita, de todas as mesas ao nosso redor, vi apenas duas mesas pedirem. Sobre como comer, gostei do vídeo abaixo, mas isso também não me impediu de ver gente fazendo sanduíches de scones

 

Início

Assim que você chega ao hotel, é só passar a porta giratória e logo à frente você encontrará um salão com um recepcionista. Basta dar seu nome (conforme a reserva que você efetuou através do site). Assim que ele confirmou nossa reserva, pediu que aguardássemos um momento, pois nossa mesa estava sendo limpa, e perguntou se poderia levar nossos casacos. Entregamos nossos casacos e recebemos um envelope para retirá-los na saída.

Fomos levados até nossa mesa, que ficava no centro do salão. Uma garçonete logo se aproximou com o menu, e logo depois outra apareceu com um carrinho de champagne. O festive afternoon tea dá direito a uma taça de Laurent-Perrier, e poderíamos escolher entre o Brut, o rosé ou a uma opção não alcoólica de suco de uva. Quem quiser maximizar o custo-benefício, vá de rosé, pois a taça adicional do Laurent-Perrier rosé sai pela bagatela de 31 libras!

 

O menu é exatamente como consta no site. Pode-se repetir quantas vezes quiser, de acordo com a garçonete que nos atendeu. Servida a taça de champagne, e após nos perguntarem se há alguma restrição alimentar (alergias ou preferências), trazem um prato com os sanduíches.

_MG_9533
Iniciando o festive afternoon tea

 

Execução

Eram 5 variedades com recheios diversos. São sanduíches já estabelecidos pelo hotel: não há um cardápio para que você escolha 5 de 8, por exemplo, como vi em alguns lugares. No cardápio consta apenas a origem e a explicação sobre cada um dos sabores.

  • Tradicional sanduíche de pepino: obviamente orgânico e especialmente preparado (acredite, uma delícia!);
  • Sanduíche de ovo com maionese: enquanto em afternoon teas mais modestos você tem o sanduíche com ovo, aqui eles fazem ovo com lagosta;
  • Sanduíche de peru: que aqui ganha toques de cranberry, e adicionam carne de porco e castanha, fazendo com que o sanduíche ganhe um sabor incrível;
  • Sanduíche de presunto: com toque de laranja e molhos madeira e de alho. Tudo pode parecer comum, mas como descrevem no cardápio, o fornecedor deste presunto vem de uma empresa familiar que fornece para o hotel há 15 anos;
  • Sanduíche de salmão defumado: salmão defumado com manteiga de raiz-forte.

Bônus: um pãozinho com azeitona e alguns temperos.

_MG_9531

Também nos perguntaram sobre o chá que gostaríamos de tomar. Cada um pode escolher seu chá. São 24 variedades, todas explicadas no menu. Escolhido o chá, ele é preparado xícara a xícara: cada vez que você desejar mais chá, deve chamar o garçom para que ele possa prepará-lo na hora. Não chegamos a chamá-lo, já que eles apareciam assim que era necessário. Como a garçonete que nos atendeu disse: “Não se preocupe, nós cuidaremos de vocês.”

 

Terminados os sanduíches (pedimos para repetir alguns deles), os scones chegam à mesa. Um scone de cada tipo: com uvas passas e tradicional. Além disso, clotted cream e geleia de morango. São bem pequenos e deliciosos. Lembrete para quem nunca comeu scones, eles devem ser partidos ao meio com a mão e comidos em metades (é considerado rude comer fazendo sanduíche de scone). Em relação à ordem de qual das duas conservas devem ser passadas primeiramente no scone, clotted cream ou geleia, não há um consenso: depende da região que você nasceu na Inglaterra. Como não somos ingleses, comemos do jeito que quisemos… rs

 

Por ser o festive afternoon tea, antes da chegada dos doces, há o Christmas pudding. Como na entrada bobeamos e pedimos o suco de uva, a atenta garçonete nos questionou se havia alguma restrição ao álcool, pois parte do show era flambar o Christmas pudding em nossa mesa. Recebida a negativa, ela nos trouxe um Christmas pudding para ser dividido entre nós. (Como será se apenas uma pessoa vai tomar o afternoon tea?) Fantástico, como tudo trazido na mesa até então.

 

Já se completavam 1 hora e 15 minutos que estávamos ali. Os garçons sabem bem como controlar o tempo. Trouxeram os docinhos, e senti que desapareceram por um bom tempo. Como já havíamos comido muito (mesmo para quem não havia almoçado, já era comida suficiente), queríamos levar os docinhos para casa.

 

Fim

Você pode pedir para embalar os docinhos finais para viagem. Eles já estão tão acostumados que o fazem e trazem em uma caixinha para cada participante (normalmente colocam na mesma sacola).

Juntamente com a sacola dos docinhos que você vai levar para casa, já colocam o “mimo” de Natal que faz parte do festive afternoon tea. Em 2017, foi um Christmas cake embalado numa bonita lata negra com o símbolo do hotel.

A conta é salgada, e é exigida 12,5% de taxa de serviço independente do número de pessoas à mesa (alguns restaurantes de Londres cobram a taxa de serviço apenas quando a mesa excede determinado número de pessoas). Caso seja um dia especial, como finais de semana, o chá da tarde sai por um preço ligeiramente maior por cabeça.

Ao final, não esqueçam de retirar seus casacos.

claridges casaco

 

Vale a pena?

Sim! Foi tudo muito bom, uma experiência para se ter ao menos uma vez na vida. Ainda prefiro um bom steak de carne em termos de paladar, mas é realmente interessante experimentar uma “instituição inglesa” como o afternoon tea, num lugar tão clássico quanto o próprio afternoon tea.

fachada claridges londres natal

 

Não deixem de ver a árvore que fica no hall do hotel. Em 2017, o responsável foi Karl Lagerfeld.

 

Obs: desculpe pelas fotos, mas tentei respeitar a regra de não invadir a privacidade das pessoas que estavam lá. Fotos muito boas do afternoon tea básico e do salão você encontra neste site.

 

E se a gente fosse passar o Natal em Nova York?

Nosso Natal tradicionalmente é passado em família. Imaginar aquela bagunça de gente anônima, ou dificuldade para conseguir restaurante ou passeios, não combina com nosso estilo de viajar. Quanto menos gente, melhor.

Natal, Nova York e poucas pessoas são palavras que não podem ser combinadas na mesma frase. Pelo que já pesquisamos, dezembro é o mês mais cheio da cidade.

Viajar é flexibilizar muitas coisas, mas perder o conforto parece demais para nós. Mas por que não aproveitar o clima natalino da cidade e chegar um pouco antes? Muitas das atrações têm sua estreia no final de novembro e, em alguns casos, preços mais em conta nos dias de semana (economia que compensa pouco comparativamente aos preços das diárias do hotéis na cidade) e nos dias mais distantes do Natal.

As dicas também valem para quem vai aproveitar a Black Friday e a Cyber Monday nos Estados Unidos, já que muitas das atrações abrem a partir do mês de outubro ou na metade de novembro.

Bom, e o que fazer em Nova York no final do ano?

Árvore de Natal e pista de patinação no gelo do Rockefeller Center

Pra ver a árvore de Natal não se paga nada – afinal, ela é gigantesca, e é possível enxergá-la de longe. Agora, para ter a experiência completa e patinar sob a árvore há a cobrança de entrada, e como tudo nos Estados Unidos, vem acompanhado de uma série de opcionais: patinação vip, primeira patinação, com café da manhã, com Papai Noel, sem fila, e para os apaixonados, é possível até fazer o pedido de casamento.

marc-ruaix-234541.jpg

Fotografia de Marc Ruaix via Unsplash

Pistas de patinação no gelo

Aqui tem para todos os gostos e bolsos. Além da já citada acima no Rockefeller Center, há diversas pistas espalhadas pela cidade. Seguem algumas das mais famosas:

Única pista gratuita da cidade, e portanto uma das mais cheias. Mas não se engane, apenas a entrada é livre: a locação de equipamentos pode sair bem cara comparativamente a outras pistas de patinação na cidade.

Localizada mais ao sul de Manhattan, dá para patinar cercado de prédios comerciais e do rio Hudson. É possível agendar aulas com instrutores e organizar festas de aniversário. Uma das maiores pistas da cidade, com capacidade para 250 patinadores!

Bom, para quem curte patinar no gelo, não deve haver programa mais clássico do que fazer isso em pleno Central Park, né? Entrada pela 59th, fica próximo ao zoológico e possui locação de equipamentos com entrada paga.

Aqui são oferecidas até aulas de hockey. Dá para locar equipamentos, fazer um lanche no restaurante do local e organizar festas de aniversário. Sempre verifique no site o horário e calendário disponível para cada atividade.

Para mais detalhes e mais pistas de patinação, recomendo a leitura destes sites com as 10 melhores pistas de patinação e 9 pistas de patinação para se visitar em NYC com crianças.

Balé Quebra-Nozes – George Balanchine’s The Nutcracker

O mais famoso deles é encenado pela companhia da cidade: New York City Ballet. A temporada de 2017 vai de 24 de novembro a 31 de dezembro, com a venda de ingressos se iniciando em 24 de setembro. Para saber mais detalhes, vale a pena conferir o site com informações. E dar uma olhada no teaser de 2016 e ver que vale muito a pena assistir ao balé. Nova York ganha outra cara depois desse espetáculo! E é bom se apressar, para alguns finais de semana restam poucos ingressos.

Show natalino: Rockettes

Considerado um símbolo americano, as Rockettes fazem duas temporadas de shows de dança por ano: o Christmas Spetacular e o New York Spetacular, ambos no Radio City Music Hall. Imperdível para crianças e adultos!

Broadway

Aqui tem para todos os gostos: dos grandes musicais às peças de teatro, com atores famosos ou não, de produções premiadas pela crítica a grandes sucessos de público. Dependendo do sucesso da peça, ela pode ficar em cartaz por muitos anos, e sempre vale a pena dar uma lida na crítica e na sinopse para ver se vai ser do seu gosto ou não. Eu mesma gosto de diversão, música e magia. Escolheria grandes produções como Aladdin ou Miss Saigon mesmo… hehehe. Acho que não teria erro mesmo para quem não domina a língua. Abaixo um trecho da peça Aladdin, que atualmente está em cartaz na Broadway.

Uma peça que vem fazendo muito barulho em 2017 é Hamilton, uma encenação da história americana contada de forma “criativa e como nunca antes vista pelo público”. Diz a lenda que Barack Obama gostou tanto que já foi assisti-la duas vezes. Aí você lê a sinopse, vê hip-hop e já começa a desconfiar…. Será que eu, brasileira, realmente gostaria de assistir a esta peça? Em agosto comecei a pesquisar as peças de teatro que poderíamos assistir: Hamilton tinha ingressos disponíveis a partir de US$ 800, pois todos os ingressos mais baratos já tinham sido vendidos! O site ainda anunciava que estavam estudando a possibilidade de disponibilizar novas datas e avisariam o público assim que possível. E aí? Você encara?

Mas aqui, vale a mesma dica para qualquer viagem: se você quer muito algo, não deixe para depois. Acesse o site da Broadway para escolher sua peça e adquirir antecipadamente seu ingresso. Também tem o aplicativo do site, que facilita bastante a vida na hora de buscar a sua peça. Mas, antes de sair comprando seus ingressos, leia sobre a Audience Rewards e TKTS.

Audience Rewards

É um programa de fidelidade para espetáculos que acontecem em Nova York. Ele engloba ingressos adquiridos para espetáculos da Broadway, off-Broadway, Metropolitan Opera e shows do Lincoln Center. Você se cadastra gratuitamente no site e recebe um número de associado. Toda vez que realizar compras e o espetáculo estiver associado ao programa, será pedido seu “member number”. Para mais detalhes, acesse o site da Audience Rewards.

Vantagem: os pontos acumulados podem ser trocados por outros ingressos ou descontos, experiências e até serem usados em leilões exclusivos.

Desvantagem: os pontos são creditados apenas depois de você assistir ao espetáculo (em até 12 dias) e perdem a validade depois de um determinado período de tempo. Portanto, é possível que você não consiga usá-los durante a mesma viagem, mas fique atento: você pode trocar estes pontos por ingressos para outras pessoas.

Dica: Faça seu cadastro antes de começar a comprar os ingressos.

TKTS

São 4 cabines que vendem ingressos mais baratos para shows da Broadway e off-Broadway para o mesmo dia e para a matinê do dia seguinte. Os descontos podem chegar a até 50%. Alguns ingressos são vendidos apenas nos guichês de “peças de teatro” (“Play Express” window) e as filas costumam ser mais rápidas; portanto, atenção ao ingresso e à fila que você deseja. Aceitam cartões de crédito e dinheiro. Para mais detalhes, acessem o site da TKTS.

Vantagem: um programa de última hora com um bom preço.

Desvantagem: fila para adquirir o ingresso e espetáculos limitados.

Dica: Baixe o aplicativo da TKTS para verificar quais as peças disponíveis e para qual cabine da cidade você deve se dirigir.

Metropolitan Opera

Para os apreciadores de ópera, este é um dos melhores lugares para se estar. Considerada uma das melhores do mundo, é a maior organização de música clássica da América do Norte. Hoje está localizada no Lincoln Center (Upper West Side) e conta com 3800 lugares.  A temporada vai de setembro a maio, com diversas óperas disponíveis no período. Para dezembro de 2017 estão previstos Le nozze di Figaro, The Magic Flute, Norma, The Merry Widow e Hansel and Gretel.

Neste caso, compre ingressos assim que você tiver sua viagem definida. Afinal, Nova York não é para amadores: bons lugares esgotam rápido. E quando for visitar “The Met” não deixe de conferir os dois painéis de Marc Chagall logo na entrada, além dos lustres conhecidos como Sputniks (para quem pode, estes lustres são vendidos aqui).

metopera.jpg

Foto do site do Metropolitan Opera

Esses seriam os programas clássicos…

Está prevista para outubro de 2017 a abertura da National Geographic Encounter: Ocean Odyssey. Localizada no antigo espaço Discovery, próximo à Times Square, a exposição promete ser uma experiência única de imersão pelo Oceano Pacífico. Os ingressos estão com previsão de venda de US$ 40 mais impostos, e o tempo estimado para visitar a atração é de cerca de 1h30min.

Outra novidade, já meio batida para quem é ativo nas redes sociais, é o primeiro painel 3D do mundo, instalado em plena Times Square pela Coca-Cola.

Ainda há as feiras de Natal e mercados sazonais que abrem nesta época do ano, trazendo ainda mais beleza para a cidade. Vamos falar deles no próximo post!

Foto de capa do post por Pedro Lastra via Unsplash

Dica prática: Como melhorar suas fotos de viagem – Dicas, aplicativos e programas

Muitas vezes fazemos aquela super viagem ou passeio, em excelente companhia e com muita diversão, e as fotos acabam não retratando toda a magia que sentimos naquele momento. Parece que as cores não são tão vívidas, e até mesmo que o lugar retratado nas fotos não é igual ao que você viu com seus próprios olhos!

Aqui escrevemos algumas dicas de uma aprendiz e amante de fotografia, que podem ajudar bastante na hora de conseguir aquela foto de viagem.

Sempre gostei de fotos. Talvez por ser um negócio de família, por ter crescido ouvindo sobre o assunto, a fotografia sempre foi um tema presente. E nunca isso me interessou tanto quanto agora que comecei a escrever o blog, já que fotos bonitas enriquecem bastante os posts.

Fizemos os primeiros módulos de um curso de fotografia e achamos que podemos dividir uma foto em quatro etapas: preparaçãocaptaçãotratamento e revelação.

Não somos fotógrafos profissionais e nem donos da verdade, longe disso. Estamos abertos a todas e quaisquer dicas adicionais que qualquer um puder nos dar. A ideia aqui é fornecer uma diretriz básica para quem quer melhorar suas fotos num passeio ou viagem de férias. Sugestões são sempre bem-vindas! Quem porventura ler este post e tiver novas contribuições, por favor entre em contato, que atualizaremos o post com muito prazer!

Preparando a foto

  • Google Imagens: Você está indo para aquele lugar super bacana. Já está gastando horrores com passagem aérea, hospedagem, alimentação, passeios. Custa muito entrar na internet e buscar fotos do local feitas por profissionais? Minha tia sempre fez isso, e vi até meu primo, fotógrafo profissional, fazendo o mesmo num evento em que estávamos. Fiquei boba: puxa vida, até ele! Ter uma noção de como outras pessoas, inclusive profissionais, já tiraram fotos daquele local pode te ajudar a ter um olhar ou até um posicionamento melhor quando for a sua vez de tirar uma foto! Não deixe de dar um Google com o nome do lugar que você vai visitar e buscar por imagens feitas no local.
  • Roupa: aqui cada um tem seu gosto, mas imagine um casal posando para uma sessão de fotos em que ela está com um vestido clássico e ele está de bermuda e chinelo. A roupa precisa estar de acordo com a ocasião ou com o propósito da foto. A cor da roupa também ajuda a criar vida para a foto: cores primárias (vermelho, azul e verde) são melhor captadas pelos sensores das máquinas fotográficas (por favor me corrijam se eu estiver falando abobrinha), pois o sistema de reprodução das cores de dispositivos eletrônicos, como monitores e máquinas digitais, é baseado no sistema RGB. Combinações de cores também devem ser levadas em consideração e, finalmente, para quem vai fazer um ensaio de casal (dica do meu primo), atenção para roupas com frases escritas, pois tendem a atrair o olhar para a frase, tirando o foco do casal e da foto.
  • Contraste: eu particularmente gosto de contrastes. Vermelho é uma cor que sempre sai muito bonita em fotos. Obviamente que, se a paisagem é avermelhada, procuro usar uma cor contrastante com o local (senão você fica camuflada e ninguém te enxerga na foto).
  • Dica extraAplicativo TPE: Esse aqui é para aficionados por foto e por viagens. Eu gosto porque facilita minha vida na hora de descobrir os horários de nascer e pôr do sol, e o posicionamento do sol por horário, em QUALQUER LUGAR DO MUNDO. É um aplicativo pago que mostra inúmeras informações para fotógrafos profissionais (não é meu caso), mas eu uso basicamente para planejar os horários dos passeios e entender que tipo de foto vou conseguir tirar, e até mesmo que horas eu deveria passar pelo local caso queira tirar determinada foto. Usei até para planejar nossa cerimônia de casamento, que seria ao ar livre, e entender qual seria a rota do sol naquele momento.

Captando a foto

  • OLHE O FUNDO: uma dica muito fácil de seguir e a que as pessoas mais erram. Veja se não tem ninguém fazendo uma cara de assustado ao fundo (estraga a foto porque acaba chamando mais atenção do que você – a não ser que seja intencional), se o fundo não tem uma árvore que forma um chifre na cabeça do fotografado, se não tem alguma coisa esquisita ou engraçada no fundo da foto que você poderia cortar ou ajustar (esperando a pessoa/coisa passar) antes de fotografar. O mesmo vale caso a intenção seja ter o fundo da foto. Veja se o fundo aparece da forma como você quer, com o efeito que você quer dar. Por exemplo, férias de família e você quer uma foto com sua família na frente do Palácio de Buckingham. Não adianta ter uma foto com o foco nas pessoas cortando todo o fundo. (Aconteceu com meu chefe em suas férias na Disney: o solícito turista se ofereceu para tirar a foto da família e focou na família, tirando todo o castelo da Cinderela da foto!) Então preste atenção ao fundo da foto!
fundo da foto ruim
Vejam quais das suas fotos não tem um fundo estranho: às vezes algo no fundo chama mais atenção do que o próprio fotografado!
plitvice cachoeira
A cachoeira era tão bonita que eu esqueci de ver o turista fazendo a higienização…
  • Não tenha pressa: Observe o lugar onde você está. Procure pontos interessantes, formas geométricas, brinque com pontos de vista, proporções.
fujiki fotografia linhas hoover dam
Foto profissional: Formas geométricas e condução do olhar.
Fujiki Fotografia hoover dam
Hoover dam em Nevada.
procurando formas geometricas
Torre do Sino em Split – Croácia: a espiral faz com que você dirija o olhar de quem vê a foto.
  • EnquadreSteve McCurry, um dos grandes nomes da fotografia atual (National Geographic – Menina afegã de olhos verdes te diz algo?), fez um vídeo completo sobre como enquadrar fotos. Uma aula de beleza e magia criada por este artista.
  • Siga a luz: a câmera captura a incidência de luz sobre os objetos, paisagens e coisas. Veja o que a luz está destacando e o que o sol está iluminando (por isso que dizem que o fotógrafo deve estar de costas para o sol), pois assim você conseguirá captar detalhes como a expressão da pessoa e outros elementos da cena. Também há o efeito contrário, quando sua intenção é registrar apenas o contorno da pessoa; aí, temos aquelas fotos ao pôr do sol com sombras (sem rosto, sem detalhes específicos) de pessoas e coisas.
seguir a luz
Foto de nada, apenas para mostrar como a luz faz diferença: Vaso na sombra
com luz
Vaso na luz: ganha destaque e torna a foto um pouco mais interessante (mas continua sendo foto de nada… hehe)

Tratando a foto

Neste ponto eu sou meio antiquada, e acabo fazendo um tratamento bem básico das fotos (até porque não sei mexer nos grandes programas, como Photoshop e Lightroom). Importante frisar que isso deve-se por eu não ser uma fotógrafa de nível avançado. A grande maioria dos fotógrafos trata suas fotos (aqui cabe uma ampla gama de definições do que é tratar fotos). Portanto, se você tem a oportunidade de aprender sobre isso, vá em frente! Claro, estamos falando sobre fotos de férias, então entendo que o questionamento sobre as consequências e dilemas éticos do tratamento e alteração das fotos não vá atingir o nível da polêmica envolvendo Steve McCurry (o mesmo mencionado acima, na parte do enquadramento).

Vou falar do basicão que eu faço, até porque a ideia do post é “melhorar” e não profissionalizar suas fotos (de novo, estamos abertos a sugestões e contribuições de nossos leitores… rs). Nós éramos adeptos do Picasa mesmo, mas com o fim dele, seguem algumas sugestões de programas e aplicativos.

  • PhotoScape: é fácil de usar e um dos melhores substitutos do Picasa. Dá pra aplicar filtros, recortar para o formato e enquadramento que você precisa (numa revelação de foto, se você levar o arquivo como está, eles vão cortar  e enquadrar automaticamente), endireitar, retocar e até montar colagens com várias fotos (tipo mosaico, por exemplo). Tem que tomar muito cuidado aqui para não perder suas fotos e fazer alterações permanentes; portanto, recomendo sempre salvar suas fotos numa pasta ou pendrive à parte e copiar a mesma pasta com fotos para o computador onde você vai trabalhar com o  PhotoScape. Assim, caso faça alguma alteração, sempre terá seus originais a salvo. Achei mais fácil de trabalhar do que o Picasa!
  • Snapseed: Esse é um aplicativo para celular usado para tratar, cortar, corrigir e fazer o que mais você precisar com suas fotos, inclusive compartilhar. Foi criado pela mesma empresa que criou os filtros NIK (um plug-in para Photoshop e programas afins), que hoje são disponibilizados gratuitamente pelo Google. Em 2012, o Snapseed ganhou o prêmio de melhor aplicativo de imagens móvel da Technical Image Press Association (TIPA) e é muito bem avaliado, além de ser fácil de usar.  Disponível para para Android e para iPhone. Eu mesma não consigo fazer grandes coisas, mas dá pra fazer o básico de forma intuitiva. Quem conhece mais consegue fazer um excelente trabalho!

Revelando a foto

Antigamente revelávamos as fotos, mas hoje, acho que a grande preocupação é compartilhá-las online. Acho sempre válido revelar fotografias e tê-las em papel, para atualizar os porta-retratos de casa, e lembrar sempre da viagem gostosa de férias que fizemos. Depois de voltar daquele dia cansativo de trabalho, é sempre revigorante olhar pra foto e pensar que vale a pena todo aquele esforço despendido.

A dica que eu tenho para este item aqui é: se possível, revele a foto no lugar que você está visitando. Mas isso vale mais para aquelas lojas de antigamente, aqueles estúdios que você encontrava na rua e que revelavam rolos de filmes (e não para essas lojas online, que têm uma revelação de baixíssima qualidade). Esses estúdios locais, hoje, revelam fotos digitais, mas têm uma expertise que aqueles da sua terra natal não têm: eles conhecem as cores do país onde você está. Fiz uma viagem para Punta del Este com minha tia, e ela revelou suas fotos num estúdio que tinha na própria Gorlero. Eu peguei o mesmo filme e revelei em São Paulo… Quanta decepção…

Em tempos de fotos digitais, entendo que o compartilhamento online é a antiga revelação de filmes. Podemos compartilhar a foto nas diversas redes sociais: Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter, Snapchat etc., e mandar para nossos amigos e familiares. O alerta que fica é para a privacidade do seu álbum de fotos e das fotos postadas na sua timeline, por exemplo. Ou avaliar o bom senso de seus amigos ou grupos de WhatsApp para que a foto não circule livremente. E por que não bom senso do fotógrafo e do próprio fotografado de não tirar fotos de gosto duvidoso? Temos que estar alertas a tudo isto, porque a internet não perdoa. Podemos até virar memes, sem saber como que a nossa foto foi parar lá. Portanto, muito cuidado!

Vamos aprofundar o assunto em um post futuro: “Dica prática: Como compartilhar suas fotos de viagens”.

Para quem chegou até aqui e está se perguntando: Bom, e que câmera fotográfica devo usar? A resposta é: a câmera que você usou até hoje!

A melhor câmera fotográfica que você pode ter é aquela na qual você sabe mexer, seja ela a do celular, uma compacta ou uma DSLR. Nenhuma câmera será melhor do que aquela que você sabe como manusear e com a qual você já está acostumado a tirar fotos. Tem pessoas que tiram fotos perfeitas com o celular, enquanto outras, usando o mesmo dispositivo, ficam com suas fotos tremidas e desfocadas. Portanto, olhos a postos e, com um pouco mais de atenção, suas fotos podem ganhar muita qualidade!

Para aqueles que estão achando tudo isso uma heresia e até um estresse desnecessário – afinal, estamos de férias! – devemos dizer que… concordamos plenamente! O mais importante numa viagem de férias é relaxar e curtir. Mas, se você se interessou pelo assunto e tem um companheiro de viagem disposto, com um pouco de paciência e que vê valor em aprender um pouco mais sobre essa arte, ou até mesmo que entende que há benefícios em registrar melhor suas lembranças de viagens, invista nessas dicas!

Não se esqueça de nos contar suas dificuldades, ou até nos mostrar seus resultados!

Para quem quiser se aprofundar, o Netflix tem uma série bem legal: Tales by Light.

Todo terceiro domingo do mês temos posts práticos. Se você está procurando mais ajuda em suas viagens, talvez queira dar uma olhada em Dica prática: o Google Maps em suas viagens de férias.

Roteiro de viagem detalhado por Lagos Plitvice – Croácia: 1 dia

Acho que quanto mais gostamos de um lugar, maior é o medo de escrever sobre ele.

Não conheço quase nada do mundo, mas passear pelos Lagos Plitvice foi uma daquelas experiências que a gente só vê em nossas timelines de Facebook ou documentários da BBC: indescritível!

chegada parque lagos plitvice
Logo depois da bilheteria você se depara com isso!

Já peço desculpas, porque com certeza não conseguirei passar a dimensão da obra-prima da natureza que são os Lagos Plitvice. Por isso, vou me ater aos detalhes técnicos do passeio, pois é nessa parte que costumamos ter mais dúvidas na hora de planejarmos nossa viagem.

Os Lagos Plitvice ficam dentro do Parque Nacional dos Lagos Plitvice (Plitvice Lakes National Park – Nacionalni park Plitvička jezera). É o maior parque nacional da Croácia e um dos mais antigos do sudeste da Europa, e é considerado patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1979.

 

Nossa experiência

Contratamos um day tour a partir do Hotel Esplanade. Nossa guia era a simpática Daniela, que já havia dado aulas de croata em Buenos Aires e conhecia o Brasil. Hoje ela é professora em uma universidade de Zagreb.

 

Custo do day tour (por pessoa):

  • 60 kunas na reserva (provavelmente comissão do Esplanade)
  • 260 kunas referentes ao transporte de ida e volta (Museu Mimara – Lagos Plitvice – Museu Mimara)
  • 200 kunas referentes ao passeio guiado (quem quisesse poderia fazer o passeio sem guia)
  • 110 kunas da entrada no parque (alta temporada – preços variam de acordo com a época do ano)
  • Total = 630 kunas = 84 euros (junho/2016)

 

Tempo de duração do nosso passeio:

  • 5 horas no parque (incluindo 45 min. para descanso e todos os transportes internos no parque) – 10 km percorridos
  • 2,5 horas Zagreb – Plitvice (incluindo parada no posto de gasolina) e 2 horas Plitvice – Zagreb

 

Informações relevantes:

  • Não pode entrar na água dos lagos;
  • Não pode andar fora das trilhas;
  • Não pode acampar, pescar, alimentar os peixes ou acender fogueiras;
  • O valor da entrada inclui os transportes internos: barco que cruza o lago maior e transporte terrestre do lago superior até a entrada 2 ou próximo à entrada 1;
  • É bem puxado fazer os 10 km em 5 horas: não há muito tempo para tirar fotos com calma;
  • Dependendo das condições climáticas, algumas áreas do parque podem estar fechadas (passarelas ficam inundadas);
  • Dá pra fazer o passeio sem guia? Até dá, mas precisa conhecer as passarelas (algumas te levam por um caminho que não percorre todos os lagos) e ter um bom controle de tempo para não atrasar o ônibus;
  • Descobrimos que tem guarda-volumes gratuito nas entradas dos parques! (O que pode te permitir fazer os Lagos entre Zagreb e outra cidade da Croácia).

Bom, agora vamos a algumas informações pesquisadas e experimentadas por nós.

 

Como chegar aos Lagos Plitvice de Zagreb

Day tour: Você pode contratar o day tour, como nós fizemos, e gastar cerca de 2 horas de ônibus. Nós ainda fizemos uma parada no meio do caminho para comprar lanches num posto de gasolina, pois a guia nos informou que dentro do parque os preços eram muito altos, e não havia restrição de entrar com alimentos.

Carro: Estradas E65 / E71 /D1, conforme o Google Maps. E tem pedágio. Pelo que li neste site, a locação de um carro (250-300 kunas), gasolina (200-300 kunas) e pedágio (40 kunas) já totalizariam 640 kunas, pensando no máximo de despesas (isso se o site estiver apresentando cotações atualizadas). Caso você divida este custo por 2 pessoas, já chegamos em 320 kunas (o mesmo valor que gastamos para o day tour sem guia). Então vale a pena fazer as contas e pesar o conforto. Prestem atenção: a entrada do Parque Nacional dos Lagos Plitvice fica de um lado da estrada, e o estacionamento do lado oposto.

Ônibus: Do terminal de ônibus de Zagreb saem ônibus para Plitvice. Eles param na frente da entrada 1 (Ulaz 1 em croata). Pelo que pesquisei, os preços saem por volta de 80 a 105 kunas (cada trajeto) e o tempo de viagem é o mesmo (2,5 horas). É possível comprar online no site da própria rodoviária, e para a alta temporada é recomendável a compra antecipada.

Alternativas: Ainda é possível sair de Zagreb, visitar Plitvice, e seguir viagem rumo ao sul. Até pensei em fazer isso, mas fiquei com medo de não ter guarda-volumes (já que o site oficial não fala sobre este serviço), mas parece que outras pessoas já tiveram essa ideia e deixaram as malas no centro turístico. Resolvemos investigar para escrever o post e enviamos um e-mail para a administração do parque, e eles confirmaram que há um guarda-volumes gratuito! O e-mail refere-se a “luggage rooms free of charge“, portanto acredito que não seja necessário levar seu próprio cadeado (senão seriam “locker rooms”). E há 3 pontos deles no parque: Entrada 1, Entrada 2 e ST2 (é o ponto de parada do trem panorâmico interno que fica próximo à entrada 2).

Também é possível fazer o passeio de Plitvice a partir de outras cidades da Croácia. Neste site você pode conhecer algumas alternativas, mas como falamos no nosso post sobre Zagreb, a capital da Croácia nos pareceu mais conveniente.

 

O que são os Lagos Plitvice

Lagos Plitvice são uma sequência de 16 lagos e 300 pequenas cachoeiras que ocupam cerca de 2 km quadrados e descem de uma altitude de 636 m para 503 m. Há uma série de passarelas entre os lagos (e à beira deles), e cachoeiras que te permitem ver bem de perto as belezas dessa maravilha da natureza.

Para trechos maiores (como cruzar o maior lago do parque) ou voltar do último lago para o primeiro, há meios de transporte: barco e trem panorâmico respectivamente. Tudo gratuito, já incluso no preço do ingresso do parque.

balsa lagos plitvice
Barco interno faz o transporte no Lago Kozjak
panoramic transport plitvice
Trem/ônibus panorâmico faz o transporte do último lago ao portão da Entrada 1

 

 

Por que os Lagos Plitvice são considerados incríveis

  • A sequência dos 16 lagos e das 300 pequenas cachoeiras em si já enchem os olhos;
  • Os lagos se dividem em Lagos Superiores (“Upper Lakes”) e Lagos Inferiores (“Lower Lakes”):

 

  •  Lagos Superiores: 12 lagos menores, muitos deles paralelos uns aos outros, com fluxos de água relativamente rasos e formação do leito predominantemente de dolomita;

 

  • Lagos Inferiores: 4 grandes lagos, em formato de canyon, com formação do leito de rocha calcária (rocha mais compacta e massiva, e permeável à água);
  • Variação de cores das águas devido à porosidade das rochas do leito, iluminação do sol e minerais presentes nas águas;
  • Os lagos são formados por uma combinação de processos: desgaste físico das rochas calcárias, processos químicos que deixam a água rica em bicarbonato de cálcio, e finalmente sedimentação de uma forma única que só acontece lá, com formação de tufa graças à flora de algas e bactérias nas águas dos lagos;

 

  • Devido a todos esses fenômenos naturais, os Lagos Plitvice mudam de formato todos os anos, algumas cachoeiras secam e outras se formam, num processo contínuo.

 

Entrada dos Lagos Plitvice

duas entradas possíveis no Parque Nacional dos Lagos Plitvice: Entrada 1 e Entrada 2. No Google Maps, apenas a Entrada 1 está sinalizada. A Entrada 2 é próxima ao Hotel Jezero. Em ambas as entradas há bolsões de estacionamento do lado oposto da estrada (custo do estacionamento disponível na tabela de ingressos do parque).

O ingresso possui um mapa que você vê abaixo.

ticket plitvice map.JPG
Ingresso para o Parque Nacional dos Lagos Plitvice na Croácia: mapa com indicações e trilhas

 

Dentro dos Lagos Plitvice – Trilha e passeio

Diversas trilhas podem ser feitas: o site do Parque Nacional dos Lagos Plitvice tem diversas opções. Aliás, já adiantamos: não é possível conhecer o parque todo em um dia (há até ingressos para 2 dias), e muita gente vai para conhecer apenas os lagos em si, que foi o nosso caso.

Aqui eu vou mostrar a trilha que nós fizemos para conhecer apenas os Lagos Plitvice, a qual nos pareceu bem legal e completa. O único problema do nosso passeio foi o pouco tempo que tivemos para tirar fotos e explorar cada cachoeira, mas em termos de trajeto, acredito que seja bem satisfatório.

Como o post ficou muito trabalhoso, postarei as fotos dos mapas com a trilha em breve.

 

 

Saída dos Lagos Plitvice

Terminamos o passeio no ponto ST3. Lá pegamos o trem panorâmico, e descemos no ponto ST2, próximo à Entrada 2 (menos tumultuada para o embarque no ônibus do que a Entrada 1).

Quem estaciona na Entrada 1 deve prosseguir no trem panorâmico até o ST1 e caminhar um pouco até a Entrada 1.

Na Entrada 2 ainda há uma lanchonete e ponto de descanso, e o guarda-volume que comentamos no post.

 

 

Sinceramente, acho que os Lagos Plitvice são um passeio obrigatório para quem vai à Croácia. Nenhuma foto que você ver pode substituir o impacto dessa formação da natureza vista com seus próprios olhos.

É importante estar preparado para filas de pessoas. Tamanho fenômeno da natureza não poderia ser ignorado pelo público, especialmente na alta temporada, quando o sol deixa tudo mais bonito e as passarelas bem acessíveis.

Quem chegou até aqui, venha conosco para nosso próximo destino: Pula!

Para quem ainda quer mais um pouquinho de Lagos Plitvice, segue o vídeo do site oficial do Parque Nacional dos Lagos Plitvice.

 

 

 

E se a gente fosse… visitar o maior sítio arqueológico de Neandertais do mundo?

E adivinhem? Ele fica na Croácia!

Já que estamos na onda da Croácia e o site ama esse país, vamos unir o útil ao agradável: E se a gente fosse… visitar o maior sítio arqueológico de neandertais?

A ideia era escrever sobre cavernas, já que não me conformava de não ter visitado Grapčeva, em Hvar, onde foram encontrados indícios de ocupação pré-histórica. Comecei a pesquisa, e até aí… puxa vida, perdemos essa de Hvar. Parecia ser o máximo. Logo mais, lendo o material que trouxe da viagem, vi que tinha mais uma em Vis (Kraljičina), e aí resolvi começar a pesquisar de verdade… e achei 26 cavernas mapeadas na Croácia que tiveram ocupação no período pré-histórico. Detalhe: não mapearam dessa de Vis…

Não teríamos condições de falar sobre 27 cavernas em um artigo só, (e você achando que a Croácia só tinha praia bonita, hein?) portanto, estava selecionando as mais interessantes… quando encontrei a informação de que em Krapina, na Croácia, foi encontrada a maior concentração de fósseis de neandertais do mundo!

krapina neanderthal.png
Krapina C: Crânio de Neandertal encontrado em Krapina – Croácia

 

 

Maior sítio arqueológico de neandertais do MUNDO

Krapina é a capital do condado de Krapina-Zagorje, ao norte da Croácia. Para quem está em Zagreb (55 km), basta pegar um ônibus no terminal rodoviário e em 1 hora você chega.

mapa neandertais.jpgO mapa foi retirado daqui.

As escavações começaram em 1899 e foram até 1905, lideradas pelo professor e paleontólogo croata Dragutin Gorjanović-Kramberger.

O que faz de Krapina único no mundo?

  • Foi encontrada a maior e mais abundante concentração de ossos humanos fossilizados do mundo: 876 ossos com idade estimada entre de 130.000 a 50.000 anos atrás;
  • Variedade de humanos: homens e mulheres entre 2 e 40 anos de idade;
  • Catalogados 279 dentes;
  • Também descobriram uma grande variedade de ossos de animais do período Pleistoceno como: urso das cavernas, rinoceronte de Merck, auroque (espécie de bovino extinto em 1627), alce gigante e muitos outros;
  • Mais de mil pedaços de ferramentas de pedra foram descobertos;
  • Alguns estudiosos, a partir de material escavado em Krapina, chegaram à conclusão que os neandertais já tinham um senso estético a ponto de desenvolver ornamentos com o intuito de serem usados como jóias;
  • Como os ossos estavam muito fragmentados, suspeita-se de canibalismo ou pisoteamento por animais;
  • Ainda acredita-se que, devido à alta concentração de ossos encontrados e indícios de cinzas, o local possa ter sido usado como um local para rituais para os mortos (dizem que os neandertais possuíam uma cultura diferente da do Homo sapiens, que só desenvolveu isso anos mais tarde).
fossil krapina
Foto de Jakov Radovčić: uma amostra de ossos fossilizados retirados de Krapina

Fonte da foto acima.

A cidade de Krapina aproveitou a relevância histórica dos descobrimentos e hoje possui o Krapina Neanderthal Museum, e toda a área das descobertas está sinalizada com placas e estátuas.

 

 

Bom, já que estamos aqui, por que não aproveitar e conhecer também outro local que teve um papel crucial para desvendar os enigmas dos neandertais?

 

 

Caverna Vindija em Donja Voća

Olha a Croácia marcando território na arqueologia mundial de novo!

A caverna fica no condado de Varaždin, e está a cerca de 39km de Krapina (ou 95km de Zagreb). Foi aqui que encontraram três ossos de fêmures femininos com resquícios de DNA, que contribuíram enormemente para o projeto do Genoma do Neandertal.

Encontrar material genético dos Neandertais é extremamente raro (foram encontrados apenas na Croácia, Espanha, Alemanha e Rússia), e só recentemente desenvolveram uma técnica que permite coletar e identificar DNA de amostras sedimentares de locais sem presença de ossos, mas onde comprovadamente (através de objetos e outros indícios) houve ocupação humana, sendo isto considerado um dos grandes avanços da paleontologia!

Em Vindija não só encontraram material genético, como encontraram em 3 ossos! Essa descoberta foi fundamental para terminar o mapeamento do genoma Neandertal. Juntamente com estudos de DNA mitocondrial, foi possível determinar a relação entre nós, os neandertais e os denisovanos, outra espécie humana descoberta na Sibéria.

Fotos da caverna de Vindija retiradas deste site.

 

vindija neandertal bones

Foto dos ossos de Neandertal retirada deste site.

 

De volta ao roteiro pela Croácia (pois ir só para Zagreb é quase um desperdício), sua próxima parada é Pula, a maior cidade da Ístria. Será que lá também dá para encaixar uma volta ao passado?

 

 

Arquipélago de Brijuni, na Ístria

Quem quiser realmente ver pegadas de dinossauros até não poder mais, deve ir a Pula, pegar um ônibus para Fažana e de lá um ferry boat para Brijuni. O arquipélago de Brijuni reúne diversos tipos de pegadas, e poderá satisfazer até aos mais críticos (já aviso para que não fiquem decepcionados com o que vão ver em Hvar… hehehe)

Brijuni é um arquipélago formado por 14 ilhas, e é mais conhecido por ter sido residência de verão do marechal Tito. Hoje é um parque nacional com hotéis, restaurantes e um zoológico (muitos dos animais foram doados por chefes de estado ao antigo ditador).

Em Brijuni são mais de 200 pegadas de dinossauros do período Cretáceo! Pra quem gostou do vídeo acima, há um mais longo (e menos interessante) aqui.

Bom, hora de rumar para o sul e finalmente chegar à Dalmácia. Você está lá curtindo uma praia em Hvar, e de repente se depara com umas marcas estranhas no chão…

 

 

Praia de Žukova em Hvar

Hvar nem é tão relevante assim em termos de pegadas de dinossauros (quem parou em Brijuni que o diga), mas como Pula costuma ser ignorada no roteiro de muitos turistas, Hvar com certeza não será! A ilha de Hvar é o meio do caminho entre Split e Dubrovnik. Aqui a dica é mais para aproveitar sua viagem a Hvar mesmo, sem perder o gostinho de Jurassic Park, caso esse seja seu hobby.

Em 2005, uma expedição bancada pela National Geographic identificou as pegadas de saurópodes, provavelmente titanossauros, nas proximidades de Stari Grad e Jelsa. Pelas fotos já fica difícil enxergar algo, imagina no local? Lendo um super estudo sobre essas pegadas, o local exato seria na enseada de Žukova, precisamente neste ponto (o Google Maps aponta o meio da água, mas é o que as indicações do GPS mostram).

Fotos retiradas deste site e do estudo citado acima.

Os titanossauros podiam chegar a 40 metros de comprimento, 20 metros de altura e pesar até 100 toneladas. Tudo indica que as pegadas de Hvar eram de 2 animais, e dão fortes indícios de que a Ilha de Hvar fazia parte de um continente maior – afinal, fósseis e vestígios de titanossauros foram encontrados na Argentina em 2014, no vale dos dinossauros na Paraíba, no deserto de GobiAustrália e Itália.

da titanossauro.jpg
Sir David Attenborough (1,78m) vs. osso da coxa do Titanossauro (2,43m)

Foto retirada desta reportagem.

Para quem está do outro lado da ilha e está no espírito Indiana Jones, vale a pena conhecer a espetacular caverna que ilustra a capa deste post.

 

 

Grapčeva, Hvar

Esta aqui é fácil de achar e visualizar. Localizado na Ilha de Hvar, perto do vilarejo histórico de Humac (onde você consegue um guia para lhe conduzir até o local – há sinalização para a caverna, mas encontrei referências de que só é permitida a entrada guiada), a caverna de Grapčeva representa os primeiros indícios de população no mar Adriático.

grapceva chamber cave.jpg
Grapčeva: ocupação documentada desde o período Neolítico até a Idade do Bronze

 

Grapčeva foi ocupada em diversos períodos, do Neolítico até a Idade do Bronze, tendo sido encontrados vestígios de cerâmica cardial e fragmentos no estilo da cultura de Danilo, e até ossos humanos e outros fragmentos. Infelizmente, não há nenhuma ossada completa, e estima-se que tenham sido pelo menos 7 indivíduos de diferentes idades, dos quais apenas uma comprovadamente feminina.

Fotos retiradas do site “Filming in Croatia” (que eu amei, porque você vê todos os locais interessantes para serem usados como locação, bem como todos os filmes que foram rodados na Croácia!)

O site oficial afirma serem duas câmaras: uma menor (13,5m x 5m) e outra maior (22m x 23m). Já este site aponta ser uma pequena entrada, e apenas uma câmara de 25 m de largura x 22 m de comprimento x 5 m de altura.

Pra quem se perdeu e está seguindo nosso roteiro de 12 dias pela Croácia, segue o mapa do nosso roteiro com as adições à la Jurassic Park!

 

roteiro dinossauro croacia.png
Segue nosso roteiro de viagem pela Croácia, agora com a inclusão dos Neandertais e dinossauros!

Roteiro de viagem detalhado por Hvar – Croácia: 1, 2 ou 3 dias – Parte 3

Começamos nossa trilogia em “Roteiro de viagem detalhado por Hvar – Croácia: 1, 2 ou 3 dias“. A segunda parte você lê em “Roteiro de viagem detalhado por Hvar – Croácia: 1, 2 ou 3 dias – Parte 2“. Hoje vamos à parte final: aquela folga extra que te permite fazer além do essencial e tornar o lugar mágico e inesquecível em nossas vidas.

Roteiro para o Dia 3: Perfeito! Posso fazer o imperdível, incluir um descanso e adicionar um pouco de tempero croata ao passeio e tornar Hvar um dos grandes pontos da viagem.

Hvar é a ilha mais ensolarada de toda a Croácia, mas mesmo assim você pode pegar um dos dias com menos sol; nesse caso, vale a pena optar por um dos inúmeros passeios que a ilha oferece. Quando acordamos com o dia nublado, pareceu muito azar… mas nós temos o espírito de que tudo que acontece em uma viagem é uma oportunidade para experimentarmos algo novo! Partindo desse princípio, logo estávamos nós no balcão da concierge perguntando sobre passeios disponíveis.

Tour off road

Optamos pelo Hvar off road promovido pela Secret Hvar. Nosso guia era o Ivor, um simpático, espirituoso e ácido croata de Zagreb. Na hora combinada veio nos buscar no hotel juntamente com um casal de irlandeses em um desses carros com tração nas 4 rodas.

off road tour hvar
Nosso carro para nossa aventura off road por Hvar

O passeio começava já a caminho dos pontos turísticos: o casal que fazia o passeio conosco era bastante interessado e fazia boas perguntas sobre economia e sociedade da Croácia. Nós, curiosos que só, também aproveitávamos para perguntar sobre as semelhanças e diferenças em relação ao que víamos no Brasil. Nosso guia, um crítico da política econômica adotada por seu país, não deixava por menos e nos enchia de informações sobre salário, casos de destaque na imprensa croata e desenvolvimento da sociedade croata.

O melhor era a história de Hvar. A ilha de Hvar foi uma das maiores produtoras mundiais de lavanda (se quiserem saber mais sobre o que comprar na Croácia, leiam Comércio e Economia: curiosidades sobre a Croácia e os croatas). Dizia Ivor que cerca de 10% da lavanda produzida no mundo saía de Hvar (o site do Hotel Amfora diz 8%, portanto ponto para Ivor!).

lavanda hvar
Lavandas em Hvar: nascem em todo lugar! Essas encontramos no meio do caminho para Sveti Nikola

Foram cerca de 20 anos da chamada era de ouro da lavanda (de 500 quilos de óleo de lavanda em 1947 para 20 toneladas nos anos 60). Grandes fortunas foram feitas e muitas famílias migraram da ilha rumo ao continente. A migração e um grande incêndio fizeram com que os campos de lavanda declinassem. Somam-se a isso o crescimento dos campos de oliva e posteriormente o desenvolvimento do turismo.

Ivor ia nos brindando com essas pérolas de história e parando o carro no meio do caminho para pegar um ramo de “mato” que nascia na beira da estrada. Pegava, cheirava e dava para nós, explicando que era um substituto do orégano, sálvia e outras tantas plantas usadas na culinária. Ficávamos maravilhados, especialmente porque devido à formação rochosa da ilha, os gregos implantaram o sistema de terraços para tornar o lugar arável. Quem imaginaria que séculos depois haveria essa riqueza de cores e sabores?

 

 

Forte de Napoleão – Napoleon Fortress – Napuljn (Observatório de Hvar)

Lembram da Spanjola? Ivor nos levou num ponto bem acima dela para mostrar todo o esplendor da cidade de Hvar. De lá tínhamos uma vista de Hvar Town, das ilhas Pakleni e de todo o mar. Mesmo com o tempo nublado era possível ter uma visão do horizonte. O forte foi construído pelo exército francês no século 19 durante as guerras napoleônicas. Hoje é o observatório de Hvar e, pelo que consta no site, não é um ponto turístico a não ser pela vista que se pode ter de lá.

 

 

Malo Grablje 

O passeio também incluía a visita à vila de Malo Grablje, um antigo vilarejo que  hoje está abandonado (as pessoas migraram para Milna) e dá uma boa ideia de como era a vida dos habitante de Hvar. Vimos o sistema de coleta e armazenamento de água e até um moinho para fabricação de azeite (e o negócio ainda funciona!). Ainda de acordo com Ivor, uma vez por ano, descendentes de antigas famílias de Hvar se reúnem em uma missa realizada na antiga igreja de São Teodoro.

 

Aqui há também um restaurante que abre mediante reservas chamado Konoba Stori Komin. Clicando no link você tem a visão pelo google maps e pode explorar o vilarejo abandonado. Nós utilizamos a infraestrutura do restaurante para aprender sobre o método de cozimento tradicional croata: peka!

 

 

Restaurante Vidikovac-Levanda

Neste restaurante, fizemos uma pequena pausa para tomar água e comer algo rápido. Nem lembro se comemos. Lembro de uma vendinha que ficava na porta do restaurante e foi recomendada pelo guia por ser de uma família local que cultivava lavanda e outras plantas para fazer os produtos que vendia. Compramos azeite, óleo de lavanda, orégano e óleo de alecrim. Havia vários outros, e em vários tamanhos.

Num ponto à frente, tínhamos esta belíssima vista da cidade de Stari Grad.

 

 

Velo Grablje

Demos uma rápida passada por Velo Grablje, onde Ivor nos disse que moravam apenas 7 pessoas. Velo Grablje tem como santos protetores São Cosme e São Damião, sua igreja é datada de 1886, e uma celebração é realizada anualmente todo dia 26 de setembro. A vila ainda é frequentada por pessoas que cultivam terras e movimentam algumas associações (cooperativas, associações diversas). De lá rumamos a um dos pontos mais altos da ilha: Sveti Nikola.

 

A caminho do Sveti Nikola, ainda paramos para ver um antigo abrigo construído com pedras. Eram muito parecidas com as cairns que você vê na Escócia (com diferente uso, é claro!). Quem tiver interesse, temos um vídeo com o interior do abrigo neste link.

 

 

Monte São Nicolau – Mount Saint Nicholas – vrha Sveti Nikola

Sveti Nikola é o ponto mais alto da Ilha de Hvar, e o terceiro mais alto da Croácia. A vista de lá é incrível e impressionante. Estude bem quais são os melhores ângulos, pois é lá que você vai tirar aquelas fotos para colocar no porta-retrato. Repare que, no vídeo abaixo, Ivor nos levou para um ponto mais abaixo, onde podíamos ficar bem à beira da montanha e ter uma vista do mar e da cidade. Para aqueles que vão até o pico, há uma cruz e uma pequena capela de São Nicolau.

 

 

Foto da capela retirada deste site.

 

O passeio completo é de 7,5 horas e o custo é de 95 euros. Incluiria também uma parada para nadar. Optamos pelo passeio mais curto, onde exploramos mais a parte seca, com duração de aproximadamente 4 horas e custo de 60 euros por pessoa.

Dizemos que valeu cada centavo e cada minuto. Só nos arrependemos de não ter agendado outros passeios com a empresa e com o Ivor. Mesmo com a descrição que fazemos aqui, recomendamos fortemente a contratação de um guia local. Vi sites dizendo que a vista do Sveti Nikola não valia a pena e, de fato, só vendo as fotos do pico, realmente parecem fotos de nada. Ter alguém que conheça o local e saiba onde te levar pode ser a diferença entre fazer o básico e o extraordinário. Além disso, a ilha depende fortemente do turismo. Contratar serviços locais é uma forma de manter a economia local e conhecer detalhes que só alguém que mora na ilha pode te oferecer.

 

 

Bom, e o que fazer com o período da tarde?

Eu continuaria adicionando cultura croata à viagem e agendaria outro tour! Hvar está muito bem preparada para receber turistas. Aliás, esse passeio que fizemos também estava disponível em formato de caminhada ou ciclismo, mas provavelmente levaria mais tempo.

Veja mais alguns exemplos dos tours que nos foram oferecidos:

Hvar Wine tour: visita a vinícolas da ilha de Hvar, com degustação de vinhos e refeições (dependendo do passeio que você escolhe)

Aula de culinária em Hvar: aula de culinária com 3 pratos e bebidas inclusas

Piquenique gastronômico em Hvar: piquenique num campo de oliveiras

O melhor de Hvar: Este aqui queremos fazer na próxima. É um passeio pela Ilha de Hvar, com entradas nos museus da Lavanda, Museu de Stari Grad e Forte de Vrboska

Big game fishing: para aqueles que não dispensam uma pescaria, essa aqui é em grande estilo. Com direito a barco, licença para pesca, equipamento e alimentação.

Windsurf: curso com instrutor e equipamento. Para aqueles que não conseguem tirar folga da academia nem nas férias.

Passeio em volta das ilhas Pakleni de caiaque: haja braço! Há um passeio semelhante em Dubrovnik ao redor da Ilha de Lokrum (o guia de Dubrovnik nos disse que é comum turistas serem resgatados porque ficam cansados). Então, avalie bem antes de se empolgar com as belezas do local!

Alpinismo: já deu para reparar que Hvar é uma ilha montanhosa, né? Ela oferece bastante entretenimento para quem curte escalada, e há passeios que exploram esse talento da Ilha de Hvar.

Mergulho: acho que esse eu nem precisava dizer, mas fica o registro.

Paraquedismo: disponível apenas na altíssima temporada (julho e agosto). Esse aqui deve ser bem inusitado (e alerto, caro). O programa em si já é emocionante, imaginem feito num lugar paradisíaco como Hvar? Deve ser uma lembrança pra vida toda… Quem quiser levar a lembrança para os amigos e familiares verem precisa desembolsar o custo do cameraman, equipamento de filmagem e fotografia… (eu desembolsaria com gosto, aliás!)

Acredito que são as vivências e experiências que tornam os lugares especiais para nós. Por isso acho o terceiro dia do roteiro tão importante quanto o primeiro, pois foi com esta programação que tornamos Hvar especial e a Croácia um lugar ainda mais espetacular em nossas memórias.

De Hvar, partimos rumo à última etapa de nossa viagem! Tenha um gostinho em: Dubvrovnik: muito além das muralhas

Roteiro de viagem detalhado por Hvar – Croácia: 1, 2 ou 3 dias – Parte 2

Para quem perdeu, vale a pena ler nosso post anterior “Roteiro de viagem detalhado por Hvar – Croácia: 1, 2 ou 3 dias“. Ele dá início à nossa trilogia em que detalhamos um roteiro flexível para a Ilha de Hvar.

spanjola fortica noite
A imponente Fortaleza Spanjola

Novamente, o foco do roteiro é o tempo; portanto, no post de hoje vamos detalhar o que faríamos se tivéssemos um segundo dia na Ilha de Hvar. Nós tivemos três dias (veja nosso roteiro completo pela Croácia em “Roteiro de viagem: 12 dias pela Croácia), mas fizemos em outra ordem; aqui, o roteiro está organizado de forma a priorizar o essencial.

Roteiro para o Dia 2: Ufa, consegui 2 dias em Hvar! Já posso ver outros programas ou incluir um descanso.

Como chegar, como sair e onde ficar em Hvar você lê em Hvar: badalação e luxo para todos os gostos.

 

Confesso que este dia foi um pouco difícil de definir. Sem dúvida as praias e ilhas próximas são imperdíveis, mas e agora?

Como fica estranho você ir a esta ilha e não conhecer a cidade de Hvar, no segundo dia eu me dedicaria a conhecer esta cidade e usufruir do entretenimento local. Como a ilha tem o mesmo nome, costumam chamar a cidade de Hvar Town.

Começaria com um bom café da manhã no hotel. Como ficamos no Amfora, podemos falar do café da manhã de lá. Era um café da manhã digno de férias: várias estações e muita variedade e fartura. O melhor de tudo era a vista! Tomar café com vista para o mar já te deixa no clima de férias!

 

Para a parte da manhã e tarde:

 

 

Bonj les Bains

É um clube de praia. A exemplo de alguns que encontramos no Brasil, este aqui se diferencia por se localizar na encosta da ilha de Hvar, numa baía de águas azuis e tranquilas. O acesso é feito através de uma pequena praia. Quem está na cidade de Hvar tem que pegar o caminho em direção ao Hotel Amfora. No meio do caminho você verá a entrada com acesso ao restaurante do clube.

Para quem está no Hotel Amfora, basta descer ao nível da piscina e andar em direção à cidade de Hvar ou atravessar a passarela e acessar o clube pela pequena praia.

Agora vamos à descrição do local. É um deck que cobre uma encosta da Enseada de Bonj (Uvala Bonj em croata). Você pode locar desde uma cadeira com 1 mesa (43 euros – 2017) até uma daquelas camas com dossel, 4 cadeiras, 1 mesa e 1 garrafa de champagne para até 6 pessoas (387 euros – 2017). Ou seja, todo charme tem seu preço. O preço da cadeira também varia de acordo com a localização: duas cadeiras no deck, de frente pro mar, já custam 106 euros. Há serviços de massagem e um restaurante no local. Os preços são válidos para o dia todo, mas não consegui localizar o horário exato de funcionamento. Lembro de ter perguntado e ter achado pouco (se não me engano era das 11h às 16h-17h). Assim que descobrir, atualizo o post.

 

Fotos do site Bonj les bains

 

Piscina do Hotel Amfora

Como é um dia para relaxar, não deixaria de aproveitar a piscina do Hotel Amfora. Aliás, este foi o motivo pelo qual escolhemos ficar ali. Quem mora no Brasil entende bem do que falamos em termos de diárias de hotel… e o Amfora conta com diárias bastante convidativas em relação às do litoral norte paulistano, por exemplo.

A piscina possui dois níveis. No primeiro nível ela tem um restaurante, serviço de toalha (uma por hóspede, basta identificar o número do seu quarto) e uma piscina mais funda (cerca de 1,5 m). Tem uma parte rasa para simular as praias da Croácia, e que à noite ganha pontos luminosos que lembram vagalumes. É uma parte bastante disputada por jovens, pois conta com uma boa vista para a enseada de Bonj, com camas e sofás. É deste nível que sai o tobogã para as crianças.

O segundo nível tem uma piscina rasa com queda d’água (a piscina grande tem borda infinita que forma uma cachoeira na piscina para crianças) e é onde desemboca o tobogã. Também conta com uma parte com fontes de água que jorram água do chão e fazem a alegria da criançada. Um pouco mais barulhento, o segundo nível acaba sendo a opção das famílias com crianças.

 

 

Esportes aquáticos

Para os esportistas e os que não querem ficar parados no sol, também há muitas opções! Sempre há alguns stands vendendo passeios na saída do Hotel Amfora a caminho da cidade de Hvar. Entre esses passeios, vimos o fly board: uma bota com um jato de água, que permite a suspensão da pessoa no ar. Parecia muito legal e divertido, mas já alerto… não é fácil! Exige preparo físico e muita força abdominal e nas pernas. Agendamos nosso passeio no próprio stand e fomos orientados a procurar a empresa Mario Rent, próximo ao Hula Hula Bar. Também é possível fazer o agendamento direto pelo site. Um rapaz nos esperava e nos levou de barco até um certo ponto do mar. Lá, a pessoa deve vestir um colete salva-vidas e capacete, e nadar até uma plataforma feita de boias onde ela vai colocar o equipamento nos pés. As botas estão acopladas a uma mangueira, que finalmente está ligada a um jet ski. Quando o jet ski dá a partida, a água flui pela mangueira, gerando o jato para que a pessoa possa ser suspendida no ar. Ou seja, você precisa ter força para manter suas pernas voltadas em direção ao mar. Bom, não somos esportistas, e os resultados foram o instrutor preocupado, término do programa antes do prazo, boas risadas e um merecido descanso à beira da piscina.

 

Acho que já podemos pensar em almoçar… aí você tem boas opções na cidade.

 

 

Pizza Kogo

Um dos restaurantes com mesas e cadeiras em frente à catedral de Hvar. Para quem tem pouca fome, é possível dividir até uma pizza individual e gastar cerca de 10 euros por casal. Mas como férias não combinam com dieta e estamos falando de almoço, vocês também poderiam considerar uma caminhada pelas vielas da cidade murada até a próxima indicação…

 

 

Restaurante Giaxa

Neste aqui viemos jantar na segunda noite de Hvar. A ideia era experimentar uma refeição dentro de um palacete construído no século XV. Em estilo neogótico, o restaurante Giaxa oferece excelentes refeições e o melhor pão que comi em toda a Croácia (estava sentindo uma falta daquele pão crocante estilo Eataly). Também conta com um azeite muito suave produzido na Ilha de Brač. Como não o vi no mercado local, pedi e o restaurante providenciou a venda de um frasco do estoque deles. A gregada croata é o carro-chefe, mas o peixe vem com espinhos (conheço bastante gente que não gosta de lidar com eles), então estude o cardápio antes de optar pelo tradicional.

giaxa pratos tradicionais croatas
Gregada croata na foto menor e caldeirada dalmaciana com polenta: dois dos pratos tradicionais do Giaxa

 

 

Outros restaurantes

Acho que vale muito a pena explorar as ruelas de Hvar. Há muitos restaurantes escondidos e instalados em pátios muito charmosos. Lembrem-se que Hvar não é qualquer balneário, e os restaurantes estão à altura para atender diversos tipos de paladares e bolsos. Há desde delicatessens até lanchonetes que servem hambúrgueres e lanches rápidos para um público mais jovem. Como gosto de sentar e apreciar a refeição, seguem alguns que eu vi e que talvez valham a visita na hora do almoço:

  • Konoba Menego: li bastante sobre num blog gastronômico, mas não me animei com o ambiente. Oferece principalmente entradinhas e boa bebida.
  • Lucullus: restaurante dentro do Hotel Villa Nora, vale a visita apenas pelas descrições. Pelas fotos, parece bastante bonito para um almoço. O  site indicado em algumas resenhas não funciona, por isso acho o perfil do Facebook mais garantido.
  • Mediterraneo Restaurant: outro restaurante bem recomendado no TripAdvisor e que, pelas fotos, parece bonito.
  • Restaurante Passarola: este passamos em frente e cogitamos entrar, mas achamos que o cardápio não parecia tão interessante para os preços. Também bem cotado no TripAdvisor.

 

 

Teatro de Hvar e Arsenal – Arsenal and Theatre – Arsenal i Kazalište 

Fundado em 1612, foi um dos primeiros teatros municipais da Europa. É o terceiro teatro mais antigo do continente europeu (perde para o Teatro Olímpico em Vicenza de 1585 e para o Teatro All’Antica em Sabbioneta de 1588, ambos na Itália). O exterior está preservado, na sua maioria, em seu formato original. A arquitetura interior é do século 19.

teatro arsenal hvar
Vista aérea do Teatro

 

 

Catedral de São Estêvão – Cathedral of Saint Stephen – Katedrala Svetog Stjepana 

Bom, depois de um bom almoço, pode-se passear pela Riva ou conhecer a Catedral de Hvar, também conhecida como Catedral de São Estêvão. A construção é de uma mistura de arquitetura renascentista com barroca. Algumas partes da construção são do século XIV e outras do século XV.

 

Casa de veraneio do poeta Hanibal Lucić – Summer House of the Poet Hanibal Lucić  – Ljetnikovac Hanibala Lucića

Poeta nascido na Ilha de Hvar, Hanibal Lucić foi um dos grandes expoentes da literatura renascentista croata. Hoje sua casa de veraneio abriga parte do acervo do Museu do Patrimônio Cultural de Hvar e um belíssimo jardim, além da própria casa em estilo arquitetônico renascentista dalmaciano.

 

 

Fortaleza Spanjola – Spanjola Fortress – Tvrđava Španjola

Com o fim do dia se aproximando (não deixe muito para o fim do dia, pois a Fortaleza fecha cedo), comece a subida em direção à construção mais impressionante da Ilha de Hvar. Há um portão que mostra o início da trilha. A subida se parece muito com um parque. Há indicações no chão sobre o caminho a seguir: se estiver muito complicado e íngreme ou estreito, volte, provavelmente você está numa trilha sem saída. O caminho é asfaltado, largo e com baixa inclinação, por isso faz um longo zigue-zague pelo morro. O caminho passa por uma Igreja antiga chamada Igreja da Nossa senhora de Kruvenica.

 

 

É muito conhecida pelo nome Fortica (do italiano fortezza= fortificação), e é datada do século 16. Sua construção como a conhecemos hoje começou em 1282. Porém, seus alicerces estão sobre uma fortificação datada do primeira metade do primeiro milênio antes de Cristo. Há registros da ocupação bizantina, construída provavelmente durante o reinado do Imperador Justiniano, no século 6 d.C.

É um grande complexo militar com cisterna para coleta de água, quartel para soldados, masmorra e até uma capela de São João Batista. Para o turista há um restaurante (este fecha antes da atração turística) e um museu com ânforas coletadas em naufrágios no mar da região. Especula-se que o nome Spanjola venha do fato de engenheiros militares espanhóis terem colaborado na construção do Forte durante o século 14. É a vista mais famosa de Hvar e vale a visita!

Se não me engano, o valor da entrada era de 30 kunas (pouco mais de 4 euros – junho/2016) e o horário de fechamento era 18h ou 19h (não consegui a confirmação em nenhum lugar, e vou precisar fazer uma busca nos papéis que trouxe da viagem… rs)

Nossos roteiros não são completos sem todas as refeições, então vamos ao jantar!

 

 

DiVino

Deixamos este restaurante para o jantar, porque o pôr do sol aqui é incrível. No verão, o sol costuma se pôr bem tarde, e o céu ganha uma tonalidade bem diferente a partir das 19h. O DiVino fica no fim da Riva (para quem vem da praça central da cidade), e tem mesas com vista para o mar. Comida excelente e ambiente romântico dão o tom para um jantar sossegado e digno de lua de mel.

 

 

Alviž

Não fomos neste, mas gostei da descrição enquanto pesquisava informações sobre bons restaurantes na cidade para o post. Tem um pátio (ou seja, um ambiente gostoso para uma boa refeição) e o cardápio conta com pratos feitos na peka (espécie de tampa de ferro, uma das tradições mais características da culinária croata). Eu iria, pois sem dúvida encontraria comida típica croata!

 

 

Antes de decidir fazer este roteiro no segundo dia de Hvar, eu consideraria seriamente uma olhada no Roteiro de viagem detalhado por Hvar – Croácia: 1, 2 ou 3 dias – parte 3 (ainda a ser publicado), para ver se não vale a pena esticar a viagem ou fazer uma troca do dia 2 pelo dia 3. Outra recomendação importante: não dá pra fazer tudo que escrevi neste post em apenas um dia. Será necessário escolher, ou um grande fôlego e uma viagem puxada te aguardam pela frente.

 

Dica prática: Quais os meus direitos em caso de overbooking?

Acho que todos viram o pobre senhor sendo arrastado pra fora do voo da United esta semana. Para quem não viu, segue o vídeo abaixo (cenas absurdas).

Que fique bem claro: não foi um caso de overbooking (venda de passagens em número maior do que o de assentos) como muitos estão dizendo.

Quatro tripulantes da United precisavam embarcar e, com o voo cheio, necessariamente quatro passageiros deveriam se voluntariar a sair do voo para ceder seus lugares. Os passageiros já estavam embarcados e acomodados em suas poltronas.

Na falta de voluntários, passageiros foram escolhidos aleatoriamente e um deles se recusou a sair. Uma série de regras foram infringidas (lembrando que o episódio aconteceu nos Estados Unidos) pela United e por fim o passageiro foi retirado à força pela polícia. Quem quiser detalhes pode ler aqui e aqui.

united aviao tim-gouw.jpg
United: com a imagem bastante arranhada depois de tirar um médico à força do avião.

 

Mas e para o viajante brasileiro que assistiu a tudo isso, como fica?

 

Como funciona em caso de overbooking no Brasil?

A Anac prevê que as companhias aéreas podem recusar seu embarque nas seguintes situações:

  • Overbooking propriamente dito: venda de passagens acima da capacidade da aeronave
  • Necessidade de troca de aeronave por uma menor
  • Motivos de segurança: o avião precisa voar com menos peso e portanto, menos passageiros podem embarcar

Mas a Anac também prevê que as companhias aéreas devem oferecer uma compensação para o passageiro. E as companhias não são bobas e normalmente oferecem milhas, vouchers e compensação monetária (provavelmente menor do que a prevista pela Anac) e etc. Atenção: se vocês aceitarem a oferta da companhia aérea, não poderão pedir a compensação financeira prevista pela Anac.

 

O que a Anac garante ao passageiro em caso de overbooking?

Caso não haja voluntários suficientes, a companhia aérea pode impedir o seu embarque (seguindo as 3 situações descritas acima). E aí você tem direito (caso não tenha aceito a negociação da companhia aérea) a receber:

  • Imediatamente o valor de 250 DES (Direito especial de saque) caso seja um voo nacional ou 500 DES se for um voo internacional. Considerando a cotação de hoje (abril/2016) seriam R$ 1064 ou R$ 2128 respectivamente.
  • Alternativas de reacomodação em outro voo da própria empresa ou de outra, reembolso do valor total da passagem aérea e assistência material se for o caso.

O direito especial de saque é composto por uma cesta de moedas que inclui o dólar, o euro, a libra e o iene. É um ativo de reserva internacional emitido pelo Fundo Monetário Internacional e tem cotação diária.

Para saber a cotação do DES, basta ir ao site do Banco central e fazer a conversão de “Direito especial” para “Real Brasil”.

Ou seja, você só deve aceitar a proposta da empresa caso ela seja superior à proposta garantida pela Anac.

 

Mas e aí? Vou esperar eternamente pelo próximo voo?

Tecnicamente a empresa tem a obrigação de te colocar no voo seguinte da própria companhia ou de outra companhia aérea, ou ainda oferecer um transporte alternativo até o destino. E aí, dependendo do tempo de espera, começa a valer TAMBÉM a assistência material. De novo, se você aceitou a oferta da companhia aérea, você também perde o direito à assistência material.

 

O que é a assistência material?

A assistência material é oferecida nos casos de atraso, cancelamento, interrupção de voo e preterição (negativa) de embarque. Ou seja, quando o passageiro se encontra no aeroporto.

  • A partir de 1 hora: comunicação (internet, telefone etc).
  • A partir de 2 horas: alimentação de acordo com o horário (voucher, refeição, lanche etc).
  • A partir de 4 horas: hospedagem (somente em caso de pernoite no aeroporto) e transporte de ida e volta. Se você estiver no local de seu domicílio, a empresa poderá oferecer apenas o transporte para sua residência e de sua casa para o aeroporto.

O Passageiro com Necessidade de Assistência Especial (PNAE) e seus acompanhantes sempre terão direito à hospedagem, independentemente da exigência de pernoite no aeroporto.

 

Resumindo, quais as dicas em caso de overbooking no Brasil?

O passageiro brasileiro, no Brasil, deve estar atento às ofertas feitas pelas companhias aéreas na hora de negociar seu assento. A oferta feita deve contemplar os seguintes aspectos:

  1. Apresentar uma vantagem equivalente ou superior à compensação financeira prevista pela Anac (250 DES em voos domésticos, ou 500 DES nos internacionais);
  2. Realocar o passageiro no próximo voo da própria companhia aérea, ou mesmo de uma concorrente;
  3. A depender do tempo de espera para o próximo voo, negociar também a assistência material.

 

Essas seriam as premissas básicas para preterição de embarque no Brasil. No caso de cancelamento de voo, as regras são outras e vale a pena ler as regras no próprio site da Anac. A negociação é feita no balcão do check-in.

 

 

E em caso de overbooking nos Estados Unidos?

Lá as regras são outras. E bem menos favoráveis aos consumidores.

bandeira eua stephanie-mccabe.jpg
Estados Unidos: compensação financeira apenas em alguns casos

 

Desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, a companhia aérea pode retirar o passageiro por motivo de segurança – ou seja, se o passageiro representar um risco para o voo ou para os outros passageiros (claramente não era o caso do médico retirado à força do voo da United).

O overbooking ocorre ANTES do passageiro se acomodar no avião (de novo, não era o caso da United, pois os passageiros já estavam dentro da aeronave).

As empresas americanas também devem oferecer uma compensação. Normalmente elas começam oferecendo um voucher de passagem aérea (além obviamente de oferecer uma alternativa de voo em outro horário) e caso não haja voluntários, elas passam a oferecer compensações financeiras. Essas compensações podem chegar até a US$ 1350. No episódio da United chegaram a US$ 800 (alguns dizem US$ 1000).

 

 

Ninguém aceitou a oferta da companhia aérea. Fui tirado involuntariamente do voo.

Em primeiro lugar, a companhia aérea deve entregar a você um papel esclarecendo seus direitos e o critério que ela usa para selecionar os passageiros que serão tirados do voo em caso de overbooking.

Além disso, ela deve, por norma do Departamento de Transportes dos Estados Unidos, lhe oferecer uma indenização financeira.

Aqui é importante esclarecer: o valor das indenizações que o Departamento de Transportes americano obriga a companhia aérea a pagar ao passageiro em caso de preterição de embarque (ou seja, quando o passageiro foi impedido de embarcar contra sua vontade) varia.

  • Se a empresa aérea providencia um transporte alternativo e o passageiro chega com até 1 hora de atraso ao destino (incluindo conexões): não há indenização.
  • Se a empresa aérea providencia um transporte alternativo e o passageiro tem de 1 a 2 horas de atraso (para voos internacionais são 1 a 4 horas de atraso) na chegada ao destino: 200% do valor da passagem (ida ou volta), limitada ao máximo de US$ 675.
  • Com mais de 2 horas de atraso (ou voos internacionais com mais de 4 horas de atraso) para chegar ao destino, OU SE A CIA AÉREA NÃO PROVÊ NENHUMA ALTERNATIVA DE TRANSPORTE: 400% do valor da passagem (ida ou volta), limitada ao máximo de US$ 1350.

O Departamento de Transportes americano ainda orienta o passageiro a manter seu ticket da passagem aérea SEMPRE para que possa utilizar em outra viagem ou mesmo pedir o reembolso da passagem aérea. Você sempre poderá escolher ser reembolsado pela passagem aérea não utilizada em caso de impedimento INVOLUNTÁRIO de embarque por overbooking e tomar suas próprias medidas para chegar a seu destino. As indenizações citadas acima são pelo inconveniente de ter sido impedido de embarcar. Óbvio que se a empresa te colocar num outro voo, você tem que entregar seu bilhete aéreo não utilizado no primeiro voo.

Reparem que, pela regra, a companhia aérea te coloca num próximo voo em que é possível você chegar com até 2 horas de atraso ao destino (4 horas de atraso para voos internacionais). Depois disso (mais de 2 horas de atraso em voos domésticos ou 4 horas nos internacionais), a empresa pode ou não te colocar num próximo voo.

Importante também lembrar que, em caso de preterição de embarque por troca da aeronave por uma menor ou por motivos de segurança (o avião tiver que voar mais leve, ou seja, com menos passageiros), não haverá nenhum tipo de indenização (diferente do Brasil).

Enfim, o caso da United foi um episódio isolado, bastante infeliz e com muitos pontos a se discutir. O importante é sempre saber de seus direitos e fazer valer quando necessário.

 

No final o episódio acabou rendendo alguns vídeos. Abaixo uma forma de se defender dos agentes de segurança (e garantir uma longa estadia nas prisões americanas)…

Roteiro de viagem detalhado por Hvar – Croácia: 1, 2 ou 3 dias

Para aqueles que tem agenda flexível ou restrita pela Croácia, este roteiro pode funcionar bem!

Este post será um pouco diferente dos outros roteiros detalhados que tenho feito aqui (Pula, Split, Zagreb). Será no mesmo esquema do futuro post de Dubrovnik.

Hvar, como dissemos nos post anteriores (ver Hvar: badalação e luxo para todos os gostos e Roteiro de 3 dias por Hvar – Croácia), não é um lugar para se ficar apenas 1 dia. Nós dormimos 3 noites (quase 3 dias completos de passeios) e achamos que poderíamos ter ficado mais um pouco para descansar ou conhecer mais o local.

Este roteiro será então montado da seguinte forma:

– os roteiros são listados por prioridade de passeios e não necessariamente na ordem em que nós visitamos as coisas.

– nosso foco é descanso e proveito do local, mas a proposta aqui é outra. Diferentemente do que temos feito, no roteiro para esta cidade vamos priorizar passeios que têm o tempo como fator limitante. Para quem quer manter a política de conhecer bem o local com calma, sem pressa e sem estresse, aguardem nosso futuro post “Roteiro de viagem detalhado por Hvar – Croácia: 3 dias”, este sim no formato tradicional que temos publicado em nosso site.

Bom, então vamos aos roteiros customizados para aqueles que estão numa viagem pela Croácia e precisam de um roteiro flexível para a ilha de Hvar.

A ideia aqui é organizar da seguinte forma:

Roteiro para o Dia 1: Só tenho esse dia na Ilha de Hvar. O que realmente tenho que fazer? O que é imperdível aqui?

Roteiro para o Dia 2: Ufa, consegui 2 dias em Hvar. Já posso ver outros programas ou incluir um descanso.

Roteiro para o Dia 3: Perfeito! Posso fazer o imperdível, incluir um descanso e colocar um pouco de tempero croata ao passeio e tornar Hvar um dos grandes pontos da viagem.

Hoje, será o início da trilogia e começaremos com o Roteiro detalhado de 1 dia na ilha de Hvar.

Como chegar, como sair e onde ficar em Hvar você lê em Hvar: badalação e luxo para todos os gostos.

Falando francamente, 1 dia na ilha de Hvar é uma coisa meio hipotética. Já li sobre a possibilidade de fazer um bate e volta a partir de Split ou de localidades próximas e a recomendação era de NÃO SE FAZER ISSO. Chegando lá pude entender o porquê: o lugar realmente vale a visita.

O roteiro para 1 dia em Hvar começa bem cedo na própria ilha. Nós pegamos um pequeno barco contratado a partir do concierge do Hotel Amfora. Às quintas -feiras havia um barco maior pelo mesmo preço, coisa que eu recomendo muito, pois foi até um pouco frustrante pegar um barco tão pequeno. A grande vantagem de se estar num barco pequeno foi a possibilidade de entrar dentro da Gruta Verde, coisa que não seria possível se estivéssemos num barco maior.

O itinerário de nosso passeio e os detalhes se encontram abaixo. O passeio levou o dia todo, com saída às 10h e retorno às 17h aproximadamente. O custo foi de cerca de 65 euros por pessoa (junho/2016).

porto saida passeio ilhas hvar
Início do passeio: não era essa bonita escuna ao fundo…

 

 

Gruta Verde – Green Cave – Zelena špilja na Ilha de Ravnik

A Ilha de Ravnik fica próxima à Ilha de Vis. Esta gruta é bastante grande, com duas entradas e uma área interna espaçosa. No teto da gruta há um buraco por onde entra a luz do sol, fazendo com que a água adquira um tom verde, dando nome à gruta. Aqui é permitido nadar e não é necessário pagar para visitar a atração.

 

 

Praia de Stiniva na ilha de Vis 

Uma das fotos símbolo da Croácia! A praia se diferencia por um paredão de pedra que emoldura suas laterais, fazendo com que a praia pareça estreita para quem olha do mar. Uma paisagem montanhosa também se ergue por trás da praia e torna este lugar de uma beleza marcante aos olhos. Para os fãs de animes e de Hayao Miyazaki, é como entrar no filme Porco Rosso e sentir que já viu aquela praia antes. Não é para menos – Miyazaki se inspirou em Stiniva para criar o abrigo de Porco Rosso no Mar Adriático, onde ele pode aterrissar seu hidroavião e descansar da perseguição de seus inimigos.

Gruta Azul – Blue Cave – Modra špilja na ilha de Biševo

Para acessar esta gruta você precisa parar num ponto da Ilha de Biševo e comprar seu ingresso. De lá, pequenas embarcações com barqueiros experientes e autorizados levam pequenos grupos até a Gruta Azul. Não é permitido nadar na gruta e nem entrar com barcos não autorizados. Portanto, atenção na hora de adquirir passeios que garantam sua entrada à gruta azul. Lemos um depoimento no TripAdvisor em que a pessoa foi levada até a proximidade da gruta e foi orientada a acessar a gruta a nado (e que obviamente deu errado e todos os turistas tiveram que ser socorridos por barcos nas proximidades).

A gruta tem uma entrada muito baixa, exigindo que o barco seja pequeno e que os passageiros se abaixem para passar. Lá dentro, apenas poucos barcos conseguem ficar devido à pequena área. Ela recebe este nome pois a luz do sol incide no mar e reflete dentro da gruta. É possível levar máquinas fotográficas grandes, mas as fotos acabam não ficando muito boas porque é bem escuro lá dentro. Dizem que o melhor horário para visitá-la é de manhã, pois a incidência da luz do sol faz com que a água ganhe uma cor prateada. Visitamos à tarde e achamos bonito igual (hehehe…). Igual a essa, só na Ilha de Capri, Itália, onde você tem a Grotta Azzurra.

Vilarejo de Komiža na ilha de Vis

Pequena vila pesqueira na ilha de Vis, foi um ponto de parada para conhecermos um pouco da vida local e construções medievaisKomiža teve um papel importante no desenvolvimento de um tipo especifico de embarcação pesqueira chamada gajeta falkusa (vale a pena clicar no link e ver quão diferente o barco navega). A população pescava sardinhas em uma área de ilhotas cuja principal ilha chama-se Palagruža situada a 42 milhas náuticas (quase 78 km) do vilarejo! E isso eram pescadores da época medieval…

Aqui ficamos apenas cerca de 30 minutos, o suficiente para dar uma volta e tomar um sorvete. Para quem tiver um pouquinho mais de tempo, recomendo visitar o museu do pescador (Ribarski Muzej) na Torre Veneziana, que fica localizada na Riva de Komiža (fácil acesso e não precisaria adentrar a cidade).

Ilhas Pakleni – Pakleni Islands – Paklinski Otoci

Conjunto de ilhas mais próximas de Hvar. É possível até ir jantar com um táxi boat, especialmente em Palmižana, localizada na maior ilha do arquipélago, chamada Sveti Klement (São Clemente). No caso, fomos deixados do outro lado da Ilha Sveti Klement, na Baía de Vinogradisce. Há vários restaurantes, e nosso guia nos recomendou o restaurante Zori. Boa comida e muito bem servida. Ainda ficamos um bom tempo descansando nas cadeiras de praia que ficam dispostas na pequena praia. De tempos em tempos, um senhor passava por lá cobrando as pessoas que usavam as cadeiras. Era um valor significativo e poderia se usar o dia todo. Até tentamos negociar, já que ficaríamos pouco tempo, mas não tinha conversa: pagamos o preço cheio.

São vários os pontos deste arquipélago que se pode explorar. Há serviços de táxi boat e, pelo que li, até locação de barcos para explorar as ilhas próximas a Hvar. Para aqueles que gostam de velejar, o litoral croata é um prato cheio.

Esse foi o passeio de barco que fizemos, mas para quem puder customizar, há ainda a Gruta da Foca-Monge (Monk Seal Cave – Medvidina špilja) em Biševo e muitíssimas praias em todas essas Ilhas que visitamos.

As Ilhas Pakleni oferecem ainda muitos outros passeios e atrações: de beach clubs como o Carpe Diem a praias de naturistas como a da Ilha de Jerolim.

Com todas essas atrações, acreditamos que, se você tivesse apenas 1 dia na Ilha de Hvar, este deveria ser o seu roteiro: um passeio de barco pelas ilhas da região com foco nestas atrações.

Agora, se você puder (e sinceramente achamos que você deveria) ficar mais alguns dias na Ilha de Hvar, aguarde nossos próximos posts onde vamos abordar o que fazer com um segundo dia de passeios pela Ilha de Hvar!

A continuação deste post você lê em: Roteiro de viagem detalhado por Hvar – Croácia: 1, 2 ou 3 dias – Parte 2 e Roteiro de viagem detalhado por Hvar – Croácia: 1, 2 ou 3 dias – Parte 3.